quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Fica a dica...
Nessas eleições, desperte o Mad max que habita seu coração!
Atropele um político corrupto!
A democracia agradece...
Alive and Kickin'....
Sim, estou vivo.
Não, não sofri acidente algum.
Não, não mudei de emprego.
Não, não deixei o País fugindo da imbecilidade alheia.
Não, não conheço Michel Teló.
Sim, continuo escrevendo todo santo dia.
Não, não sofri acidente algum.
Não, não mudei de emprego.
Não, não deixei o País fugindo da imbecilidade alheia.
Não, não conheço Michel Teló.
Sim, continuo escrevendo todo santo dia.
sábado, 14 de julho de 2012
Partiu...
O boquiaberto debilitado mental abaixo retratado é um em um milhão (talvez menos...). Faz parte do circo que já montou a tenda na sua cidade e que já já vai exibir malabarismos e palhaçadas na rádio, na TV e na internet.
Pela pose do moçoilo já deu pra ver em que pé estamos, e principalmente em que saco de gatos nos metemos de dois em dois anos.
Após meses sem escrever neste e em outros blogs, ia começar o presente texto com mais alguma desculpa esfarrapada (i.e. muito trabalho, falta de idéias, etc.). O fato é que escrevi um monte, só que nos meus "screepbooks". Preciso transcrever a coisa toda o mais rápido possível, ou serei vítima da fúria dos parcos fãs.
PS: a foto aí de cima é da capa de um livro que estou lendo. Apesar de eu não ser muito chegado em grunge (que, como qualquer outro gênero musical, corre o risco de descambar para o ridículo assim que a indústria fonográfica coloca as mãos...), o texto é interessante (estilo "Mate-me, Por Favor"...).
terça-feira, 8 de maio de 2012
Algumas desculpas após um filme ruim
Antes de mais nada, preciso pedir desculpas à minha namorada, em cujo computador baixei inúmeros filmes que eram meros pepinos cinematográficos, jacas de Hollywood ou pudins da telona, e de cujos títulos poupo o caro e raro leitor.
Em seguida, gostaria de me desculpar comigo mesmo. Tenho 38 invernos nos ossos, e assisto a filmes desde os dois anos de idade, quando meu pai me levou para ver "Yojimbo", "Sanjuro" e "Os Sete Samurais" - todos de Kurosawa - em Roma. No que tange ao cinema, me considero relativamente calejado; fato que apenas aumenta a proporção do meu pedido de desculpas.
Não que eu seja crítico de cinema ou oriundo daquela corja da qual fazem parte os José Wilkers da vida. Não, não. Permaneço humilde e esperto o suficiente para não falar de filmes de Bergman ou de Antonioni, e tal. Gastar saliva tecendo louvas a quinze (15!!!!) minutos de aurora ou crepúsculo bergmaniano não é, definitivamente, minha praia.
Eu devia, entretanto, ter decifrado os sinais e as informações antes mesmo de ter baixado aquela COISA. O tema envolvendo policiais corruptos numa Nova York pós-11 de setembro. O tema da exclusão social e do preconceito racial em conjuntos habitacionais cobiçados por "novos programas imobiliários" da prefeitura. E, sobretudo, a presença da dupla Al Pacino e Ray Liotta. Dear Lord, have mercy!!!
Até esqueci qual foi o último filme decente em que esses caras atuaram. Pouco importa agora: tanto Pacino quanto Liotta estão péssimos. E quando eu digo "péssimos", eu quero dizer que ambos não serviriam sequer para o elenco de uma novela da Record.
Aliás: a bomba travestida de filme em questão se chama "Son of No One", que aqui foi traduzida com o belíssimo e original título de "Anti-heróis". Salvo engano, foi direto para as locadoras ou para engordar alguma prateleira das Lojas Americanas.
Não chegue perto disso. Não vale a pena.
Em seguida, gostaria de me desculpar comigo mesmo. Tenho 38 invernos nos ossos, e assisto a filmes desde os dois anos de idade, quando meu pai me levou para ver "Yojimbo", "Sanjuro" e "Os Sete Samurais" - todos de Kurosawa - em Roma. No que tange ao cinema, me considero relativamente calejado; fato que apenas aumenta a proporção do meu pedido de desculpas.
Não que eu seja crítico de cinema ou oriundo daquela corja da qual fazem parte os José Wilkers da vida. Não, não. Permaneço humilde e esperto o suficiente para não falar de filmes de Bergman ou de Antonioni, e tal. Gastar saliva tecendo louvas a quinze (15!!!!) minutos de aurora ou crepúsculo bergmaniano não é, definitivamente, minha praia.
Eu devia, entretanto, ter decifrado os sinais e as informações antes mesmo de ter baixado aquela COISA. O tema envolvendo policiais corruptos numa Nova York pós-11 de setembro. O tema da exclusão social e do preconceito racial em conjuntos habitacionais cobiçados por "novos programas imobiliários" da prefeitura. E, sobretudo, a presença da dupla Al Pacino e Ray Liotta. Dear Lord, have mercy!!!
Até esqueci qual foi o último filme decente em que esses caras atuaram. Pouco importa agora: tanto Pacino quanto Liotta estão péssimos. E quando eu digo "péssimos", eu quero dizer que ambos não serviriam sequer para o elenco de uma novela da Record.
Aliás: a bomba travestida de filme em questão se chama "Son of No One", que aqui foi traduzida com o belíssimo e original título de "Anti-heróis". Salvo engano, foi direto para as locadoras ou para engordar alguma prateleira das Lojas Americanas.
Não chegue perto disso. Não vale a pena.
Ontem, me deparei com esse livro do Aldir Blanc. O que me chamou a atenção foi, é óbvio, a capa. Folheei a coisa por alguns minutos, mas achei o negócio meio simples. Gosto de Aldir Blanc, acho ele um sujeito inteligente; coisa rara em Pitboyland.
Mas "Guimbas" é pra quem curte mesmo. É papo - ou resto de papo - de botequim pé-sujo. Acabei tirando uma foto da capa com o celular e pronto. mas é um bom livro. Interessante e divertido. Muito melhor que 90% da josta que vem sendo lançada ultimamente.
Recomendo ler acompanhado de cerveja.
domingo, 15 de abril de 2012
Marajá do Folk não vale o que meu gato enterra...
Pior que ler sobre Bob Dylan em Pitboyland - 800 mangos pra ouvir voz arrastada? "Tifudê"!!!! - é ler sobre o historiador Eduardo Bueno pagando pau para Bob Dylan em Pitboyland. E tenho dito...
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Apresentamos o GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS!!!!


Minha amiga, meu amigo, caros e raros leitores. Este vosso humilde escriba tem o inenarrável prazer de apresentar o produto que revolucionará o seu dia-a-dia. Você tem escritório? Trabalha com documentos sigilosos? Quer dar uma geral na papelada? Acha que a modernidade ainda não bateu à porta de seu negócio? Pois pode afastar a nuvem negra de sua vida.
O blog "Aos Olhos do Símio" tem a honra e o prazer de apresentar a maravilhosa máquina que irá aliar praticidade e prazer, fazendo com que você, leitor/leitora, dê uma guinada em direção ao sucesso.
Sim! Chegou o estupendo GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS!!! Rapidez, agilidade e sensualidade, reunidas em um design forte, vigoroso e, digamos, assumido.
Sim! Com o GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS você dará adeus àquela cansativa rotina que só lhe causava estresse e dores musculares.
Graças à sua força e agilidade, o GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS executa em segundos um serviço que levaria horas!
Mas espere! Pois o GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS ainda dança bonito e com maestria impar ao final de cada operação!
Diga adeus ao cansaço e à confusão diárias! Prático de guardar e gostoso de lavar, o GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS vai transformar sua vida em um delicioso trabalho.
Não perca tempo!!! Adquira já o seu e aproveite a promoção do dia!!! Na compra de um GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS, você ainda leva um gel massageador!!!
GOGO BOY PICOTADOR DE PAPÉIS!!!! Mais uma genial idéia das empresas do Titio Kirisoré!
...And (some) Justice For All...(parte 1)
Strauss-Khan a um passo de ver o sol nascer quadrado. Ricardo Teixeira a um passo de deixar a CBF pela porta dos fundos. Ronaldo Fenômeno a um passo de demonstrar que tem o rabo (um senhor rabo, diga-se de passagem) preso.
Estaria eu vislumbrando alguma luz no final deste túnel?
Estaria eu vislumbrando alguma luz no final deste túnel?
Aliás...
Por que diabos Dominic Stauss-Khan não vira, de uma vez por todas, ator de filmes pornôs?...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Dos Prazeres da Interatividade Humana
Estava eu a pagar minhas contas no caixa eletrônico do banco quando, ao me preparar para deixar o estabelecimento, me deparo com um senhor que acabara de adentrar o recinto. Sem mais nem menos, o sujeito me olha, dá um sorriso e começa a falar.
"Porra, rapaz! Tenho que pagar logo esse IPTU! O cara lá do prédio ia pagar pra mim, mas a mãe dele tá com dengue e o cara me deixou na mão! E esse governo quer sempre receber, mas nunca presta serviço, né, rapaz, hein?!!"
Se era pra responder, pensei cá com meus botões, que fosse com algo construtivo. E lá fui eu.
"...Sim, sim! Ontem passei a noite com o rabo colado à privada, prisioneiro de uma diarréia daquelas de matar! Uma horrenda noite, por assim dizer. E esse governo, hein? Só quer lucrar às nossas custas, não é? Um bom dia para você, meu bom homem!"
Adoro dialogar com gente que não conheço...
"Porra, rapaz! Tenho que pagar logo esse IPTU! O cara lá do prédio ia pagar pra mim, mas a mãe dele tá com dengue e o cara me deixou na mão! E esse governo quer sempre receber, mas nunca presta serviço, né, rapaz, hein?!!"
Se era pra responder, pensei cá com meus botões, que fosse com algo construtivo. E lá fui eu.
"...Sim, sim! Ontem passei a noite com o rabo colado à privada, prisioneiro de uma diarréia daquelas de matar! Uma horrenda noite, por assim dizer. E esse governo, hein? Só quer lucrar às nossas custas, não é? Um bom dia para você, meu bom homem!"
Adoro dialogar com gente que não conheço...
Arquivo X (versão Pitboyland)
Meu pai esteve em um dos prédios que desabou no Centro de Pitboyland no mesmo dia do ocorrido. Ontem, mau pai foi ao dentista, localizado próximo ao Bar 20, em Ipanema. Esperou quase uma hora para ser atendido, quando alguém adentrou o consultório e disse que todos deveriam deixar o prédio, que estava em chamas.
O banho de sal grosso foi, contudo, descartado até segunda ordem...
O banho de sal grosso foi, contudo, descartado até segunda ordem...
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Pitboyland em Chamas
Esse calor novamente. Esses picos de luz novamente. Essas desculpas esfarrapadas novamente. Esses políticos sorridentes e seus carnavais de merda novamente. Esses VIPs cheirados e siliconados novamente.
Não. Eu não quero nada que seja novo. Novamente.
Não. Eu não quero nada que seja novo. Novamente.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Decisões Musicais (parte 01)
Decidi arrancar um dos dentes da frente, substituí-lo por um pivô de prata, comprar um acordeon e tocar polka na porta da agência do Banco do Brasil do Jardim de Alah.
O caminho para o sucesso está pavimentado...
O caminho para o sucesso está pavimentado...
Rednecks Tupiniquins
Todos esses sexagenários da Rede Goebbels que cultuam Frank Sinatra e Tommy Dorsey tomando uísque e evocando "os bons tempos" deveriam ser decapitados.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Lezeira
Este vosso humilde escriba está de férias, e só retorna na próxima semana, com a lista do Prêmio Kaspar Hauser de 2011.
Boas festas etc., etc..
Boas festas etc., etc..
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
...a fortress around your heart...
Se arrependimento matasse, este vosso humilde escriba estaria estirado sobre a poltrona da sala, diante da televisão, com os olhos esbugalhados, a língua pra fora e a cabeça pendendo para um dos lados, como naquela cena do "Frenesi" de Hitchcock. Um mero e patético corpo inerte na madrugada. Faço este pequeno drama pois assistir ao filme "The Keep" (1983), de Michael Mann, beira um sacrifício digno de uma Madre Tereza.
A coisa toda simplesmente não vai pra frente, e quando vai o faz de modo insensato, obedecendo a um roteiro sem pé nem cabeça. O elenco de primeira (Ian Mckellen, Gabriel Byrne, Jürgen Prochnow, e Scott Glenn) não ajuda em coisa alguma, e apenas faz coro à sufocante trilha sonora do grupo de rock progressivo Tangerine Dream. Pra piorar, tem uma entidade - fantasma? Alienígena? Cramulhão? - que explode suas vítimas em efeitos especiais que lembram a cena do ritual nazista de "Caçadores da Arca Perdida".
Sinceramente, eu não sei por que diabos eu achava que o filme era bom. talvez fosse o efeito do pôster, sei lá. Lembro que a ótima (pelo menos era o caso na década de 1980...) revista de cinema francesa Écran Fantastique trazia o mesmo em meio a artigos sobre filmes de terror e ficção científica. Cresci ao longo dessa mesma década lendo a Écran, a Linux (italiana, de HQ), a À Suivre (francesa, de HQ), a Animal (paulista, de quadrinhos e variedades do chamado nderground...) e a Bizz (de música...).
Dizem que aqueles anos 80 foram uma "década perdida". Discordo, e acho que quem afirma isso é débil mental e deveria ser jogado em algum vulcão em erupção (algum tipo de "Haroum Tazieff Reality Show"...). Aqueles anos foram muito generosos comigo, formaram uma bela parte de minha "cultura". E, apesar de eu ter sido um moleque introvertido e mimado, aprendi muito ao longo daquela década. Desabafo de novela das oito à parte, confesso que nem tudo que surgiu naquela época foi salutar (i.e. Reagan, Xuxa, USA for Africa, Live Aid, Chispita, etc...).
"The Keep" deve ter seguido o mesmo caminho...
A coisa toda simplesmente não vai pra frente, e quando vai o faz de modo insensato, obedecendo a um roteiro sem pé nem cabeça. O elenco de primeira (Ian Mckellen, Gabriel Byrne, Jürgen Prochnow, e Scott Glenn) não ajuda em coisa alguma, e apenas faz coro à sufocante trilha sonora do grupo de rock progressivo Tangerine Dream. Pra piorar, tem uma entidade - fantasma? Alienígena? Cramulhão? - que explode suas vítimas em efeitos especiais que lembram a cena do ritual nazista de "Caçadores da Arca Perdida".
Sinceramente, eu não sei por que diabos eu achava que o filme era bom. talvez fosse o efeito do pôster, sei lá. Lembro que a ótima (pelo menos era o caso na década de 1980...) revista de cinema francesa Écran Fantastique trazia o mesmo em meio a artigos sobre filmes de terror e ficção científica. Cresci ao longo dessa mesma década lendo a Écran, a Linux (italiana, de HQ), a À Suivre (francesa, de HQ), a Animal (paulista, de quadrinhos e variedades do chamado nderground...) e a Bizz (de música...).
Dizem que aqueles anos 80 foram uma "década perdida". Discordo, e acho que quem afirma isso é débil mental e deveria ser jogado em algum vulcão em erupção (algum tipo de "Haroum Tazieff Reality Show"...). Aqueles anos foram muito generosos comigo, formaram uma bela parte de minha "cultura". E, apesar de eu ter sido um moleque introvertido e mimado, aprendi muito ao longo daquela década. Desabafo de novela das oito à parte, confesso que nem tudo que surgiu naquela época foi salutar (i.e. Reagan, Xuxa, USA for Africa, Live Aid, Chispita, etc...).
"The Keep" deve ter seguido o mesmo caminho...
terça-feira, 25 de outubro de 2011
O Zoológico meu do dia-a-dia (versão Código Morse)
Acordo tarde. Iogurte e café preto. Jornais e rádio. Telefonemas e arrumações. Contas no terminal eletrônico e revistas. Mais do mesmo, sempre. Xingado pelo estudante do ensino público. Almoço leve. Internet e mensagens. Vontade de sair do Facebook (decido até o Réveillon...). Vontade de publicar o livro com os textos dos blogs, e depois recomeçar tudo do zero. Agora, o Butão vai pra frente. Exercícios e banho. Livraria abarrotada. Emergentes plastificadas que procuram livros sobre candidíase. Moleque maconheiro afoito à procura do livro do Thomas Mann. Adolescente querendo "Alice no País das Maravilhas" com "uma capinha melhor". Bial tagarelando com uma fã. Definitivamente, seqüestraram o "Boa Noite", mataram o "Por Favor" e enterraram o "Obrigado". Dando explicações sobre a pressa e a falta de paciência dos demais livreiros. Lanche no intervalo: suco de manga e duas esfirras de carne. Pesquisa sobre fones de ouvido. Volta pra casa. Cuscús com cebolinha. Dois documentários sobre o filme "Laranja Mecânica". Vinho tinto. Capoto depois das duas.
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