segunda-feira, 14 de setembro de 2009

38000 Facadas sob o Luar (versão Código Morse)

Ainda resfriado, passeio no Leblon. Talho Capixaba entupido de débil mental ("o Manoel Carlos não vai contratar nenhum de vocês..."). Livraria Argumento e pocket do Raymond Chandler. Bootlegs: o AC/DC ficou ótimo, o Led Zeppelin ficou honesto, mas o Dio em Wacken ficou uma merda. Almoço no Degrau: polvo e arroz de brócolis, além de muito barulho. Descanso em casa. Rádio e textos. Banho e televisão. Tentei assistir ao tal "Guerra S.A.", com o John Cusack e a Marisa "Delícia" Tomei, mas não agüentei sequer 15 minutos, de tão chato que era. Vi um pedaço do "Exterminador do Futuro 2", mas a dublagem me fez desligar a televisão. Jazz e textos até as duas da matina.

Emerging from a Mushroom Cloud (versão Código Morse)

Alarme não toca. Café rápido. Internet e telefonemas de contatos. Tempo abafado e fonte imbecil. Cariocas mal-educados. Chopp no Clipper pra relaxar, caso contrário é chacina com uma bolsa Eastpak bem pesada. Almoço na avó e problemas com a televisão. Trânsito infernal e sinfonia de buzinas. Xingamentos novos. Rádio e bateria. Banho. 157 para o Humaitá. Chopp com amigos no Joaquina da Cobal. Febre leve? Paracetamol, xarope, chá e Targifor. Mea Culpa ao som de David Bowie.

Este Jornalista não gosta de Heineken (versão Código Morse)

Acordo em um microondas. Calor e torpor em Pitboyland. Preciso de pilhas Duracell made in Chernobyl. Rio Sul. atendente-múmia não resolve meu problema. Internet lenta. Eu mereço. Vento abafado. E o Dilúvio de Sampa ainda não vem pra cá. Almoço na padaria. Recortes e textos. Projetos pragmáticos. "Silent Trigger" e "Sandokan" no VHS. Tempo fechado. Rádio e agendas. Quatro mosquitos se deram mal no meu quarto. Desenhos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Watchmen, o Filme (uma pseudo-resenha)

Eu não gostei de "Watchmen" e agradeço aos céus por não ter gasto rios de dinheiro em ingresso, pipoca e refrigerante no cinema para vê-lo. Posso até ter gostado de algumas cenas de luta e de duas ou três piadas, mas não gostei do filme como um todo. A trama fica melhor no papel, e nem acho que ela deveria ter sido adaptada para o cinema (Terry Gilliam pode considerar-se um sortudo...).
"Watchmen" quer ser sombrio, mas é espalhafatoso. "Watchmen" quer ser complexo e para finos conhecedores de quadrinhos, mas só consegue ser confuso e só arrancar algum sorriso daqueles que entenderam a década de 1980; suas particularidades, seus personagens – Lee Iacocca levando um tiro no meio dos olhos até que foi uma boa idéia – e seus temores. Jovens de hoje não têm medo de uma hecatombe nuclear provocada por americanos e russos. O perigo agora é aquecimento global, é a poluição, é o fanatismo de – dizem – sujeitos que moram em cavernas do bas-fond afegão.
Zack Snyder, responsável pelo filme, já está em seu segundo abacaxi cinematográfico. Após aquela propaganda bélico-homossexual intitulada "300" – por sinal, outra adaptação de graphic novel –, resolveu fazer uma propaganda pacifista envolvendo sujeitos fantasiados saídos de algum fã-clube do Village People. De todos, o menos ruim é o tal do Rorschach (ou algo assim), interpretado por Jeffrey Dean Morgan (do assa interessante "Pecados Íntimos", pelo qual foi indicado ao Oscar deste ano...).
O resto é conversa pra boi dormir, muita câmera lenta e mais de três horas de uma bobajada que fez com que meus olhos doessem.

300 (uma pseudo-resenha)

Entre uma mordiscada e outra de um Toblerone, coloquei o filme no leitor de DVDs. O diretor tinha começado bem, com uma refilmagem de "Madrugada dos Mortos" de lamber os beiços; bem filmada, com uma belíssima fotografia e uma edição rara para um filme de terror. Resumindo: lugar de destaque na minha videoteca.
O assunto da vez, entretanto, era esse tal de "300", adaptação blockbuster da graphic novel de Frank Miller. A trama gira em torno de Xerxes, skinhead bronzeado oriundo da Pérsia e interpretado por Rodrigo Santoro, global sem graça e que por mim poderia ser enterrado sob toneladas de neve em Bariloche. Conquistador barato e viciado em bizarrices, Xerxes encontra certa dificuldade em penetrar o território de Leônidas, dono de uma barriga de tanquinho e acometido de um problema auditivo congênito que o faz gritar ao invés de falar normalmente. Disposto a defender seu cantinho, Leônidas reúne a galera da Academia Esparta para, juntinhos (e sempre aos berros), sapecarem o sarrafo em Xerxes durante mais uma de suas festinhas raves mundialmente conhecidas. Contudo, em uma dessas artimanhas do Destino, Leônidas se dá mal e bate as chinelas no campo de batalha, cravado de flechas.
Anyway: eu não gostei do filme pois, por incrível que pareça, é um troço muito parado, cheio de câmera lenta e um lero-lero sacal entre dois débeis mentais musculosos que querem provar quem é o maior bofe do pedaço.

Chacina no Paraíso (versão Código Morse)

Amanhecer com dor de garganta. Passo na locadora de vídeos ("Watchmen" e "Revolver"). Farmácia e casa da avó. Shopping com a mãe (estampas na Totem e tênis pra caminhada...). Café com pão de queijo. Textos, internet e rádio. Almoço espartano. Nelsinho Piquet é O "convidado bem trapalhão". Overdose de shows ainda este ano (Faith No More, Prodigy, Sonic Youth, Jerry Lee Lewis...). Telefonemas, desenhos e projetos. Bateria. Dose de Famous Grouse no escuro. Filme e macarrão. Textos, leituras e música. Menos calor. Cama ao som de música indígena.

Memórias de uma Barra de Chocolate (versão Código Morse)

Acordo cedo por causa do calor. Após o café, mais uma ida ao Rio Sul para resolver a questão do celular. Adiaram o começo do curso. Recortes, agendas e leituras. Esse Jon Savage é o mesmo que escreveu um livro sobre o punk inglês? O Anticristo nasceria de cabeça pra baixo no dia 09/09/2009? Almoço na avó. Textos e leituras. Banho. Assisto aos filmes "Pecados Íntimos" (bom) e "Anjos e Demônios" (bom). Como uma ciabatta da Domino’s. rádio, calor e cama.