sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Alguém perdeu a perna de pau (versão Código Morse)

Café e preocupação com a minha mão direita (tem vida própria...). Rio Sul e suco de manga. Mar agitado e ondas de três metros. Almoço light na padaria (o peixe estava ótimo). Quanta bondade comigo (sim, isso É ironia...). "Main Man Mike" vai assistir ao AC/DC em Buenos Aires. Rádio, textos, recortes e leituras. Esse Rodrigo Bethlem é muito bobinho. PUC. Documentário sobre Galileu Galilei. Idéias para textos de ficção. Grupo do eu sozinho. Nada de sair. Cansado e sem paciência para cobranças. Telefonemas. Textos, dose de White Horse e rádio. Televisão e programa sobre prédio gigantesco em Dubai. Cama às três da matina.

Eliezer Motta é engraçado (versão Código Morse)

Café simples e chuva. Lotérica e banco. Internet, telefonemas e rádio. Cadê o livro sobre a biblioteca de Dom João VI? Saladão no almoço. Textos. Ufanismo de merda. Michael Jackson ou Michael Jordan? Lula ou po(l)vo? Degrau ou padaria? Mais textos e mais telefonemas. Tem gente que não se manca. Bateria e ducha morna. Sanduíche e televisão. Leituras e jazz. Sono e frio. Cama às duas da manhã.

Clima de Rosto Colado (versão Código Morse)

Sol de rachar e xerox na PUC. Textos pro curso. Saladão no almoço. Mais leituras. Index Librorum Prohibitorum. Cochilo de 20 minutos. Rádio e bateria. Ducha. Polanski e o sol quadrado (em outras palavras: ajoelhou, tem que rezar...). "Main Man Mike" voltando para Hardcore Brasília. Sanduíche natureba. Textos e televisão. Trechos de filmes no zapping. Telefonemas. Recortes e música clássica. Vento, calor e cama.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A Exorcista do Leblon

No prédio da minha avó, localizado na esquina da Afrânio com a San Martin, homens estão restaurando o piso de mármore do pátio interno, localizado na parte traseira do edifício. Três ou quatro homens, armados com lixadeiras especiais, martelos e cinzéis. Trabalhando por horas a fio, ao longo de uma jornada que começa às oito da manhã e que termina pouco antes da seis da tarde, com uma hora de intervalo para o almoço à 11 da manhã. Quase não conversam, e nunca cantam ou assobiam; sinal de que o trabalho é pesado, ou então arranjaram um patrão que exige certa disciplina de seus empregados (segundo minha avó, o prédio pertence aos descendentes do Médici ou do Costa e Silva...).
Dia desses, estava na casa de minha avó para o almoço. O noticiário na televisão concorria com o pandemônio da obra e o barulho dos talheres. De repente, entre o prato principal e a sobremesa, ouvimos uma sucessão de berros e reclamações proferidas por uma mesma e desesperada voz feminina.
"Pára com esse barulho!!! Pára com isso pelo amor de Deus!!! Pára agora!!!"
Saio para a varanda no intuito de verificar quem é a dona do vozeirão. Era a vizinha, histérica:
"Pára com isso já!!! Eu não agüento mais!!! Pára agora!!!"
Nada de parar. Nada de resposta por parte dos operários. Status Quo no mármore. Nisso, a vizinha sai de sua varanda e entra de volta no apartamento. Nem um minuto se passa, e ela retorna.
"Eu te amaldiçoo!!! Te amaldiçoo para sempre em nome de Deus e de Jesus Cristo!!! Maldito seja!!! Maldito seja!!!", berra ela, com um crucifixo de boas proporções endireitado na mão direita.
Sequer comi minha sobremesa.
Coisas do Leblon.
Coisas de Pitboyland.

Tremendo Sozinho (versão Código Morse)

Domingo de muito sol e ressaca na frente do computador enquanto procuro um centro de escalada indoor e uma boa alma que venda um Zoom H2 (i.e. um dos melhores gravadores digitais para jornalistas e bateristas) em território tupiniquim. Acho que vou comprar lá fora e pedir pra trazer, afinal 150 dólares é mais jogo que 1200 reais...Almoço no Gula Gula do Rio Design com a mãe: picanha, arroz integral e farofa. Interrogatório de sempre. Banhistas do Leblon. John Tempesta dá de mil no Matt Sorum. Alligator Smile & Cyclone Kiss. Comodismo gera preguiça, e preguiça gera insegurança. Polvo no congelador e "Living Dead Girl" na vitrolinha. "...You’re dangerous / ‘cause you’re honest...". Leituras, textos e suco de pêssego. Banho e música clássica. Sanduíche e recortes. Televisão, filme de terror e cama.

Caminhos Inversos (versão Código Morse)

Sol e calor de volta. Café e internet. Casa da avó. Recarga do celular na banca do mal-encarado. Teco na cabeça do meliante. Maratona de almoços (sushi em Boatfogo / cervejinha na Lagoa). Gangue da 213 Sul. Casa e ducha fria. Sanduíche. General San Martin e uísque com gelo. Reencontros e lembranças. 00 pra mal dos meus pecados. Não paguei coisa alguma, só falei besteira ("..vamos invadir a tal festinha da Mariana Ximenes?..."), bebi quatro Bohemias e na saída dei uma de Toshiro Mifune ranzinza pra cima dos caras que queriam me levar ao Cicciolina. Não fui. Capotei bonito.

Manteiga e Cavalo do Playmobil (versão Código Morse)

Frio. Café. Shopping e as tentações em forma de tênis. Internet e transferências. Almoço: salada, arroz e carne assada. Textos, leituras e colagens. Rádio. Telefonemas (alguns foram um pé-no-saco...). Bateria e ducha. Joan Jett e The Cult. Semente de abóbora salgada. Amigos no Amir de Copacabana. As Satânicas do Bin Laden num show de dança do ventre. Banho de cerveja acidental. (...). Mosquitos ciumentos e famintos. Muito sono.