quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Scrapbook for Lovers (versão Código Morse)
Tempo nublado e pesquisa sobre Garnier e Laemmert. Suco e esfirra no Bar 20. Casa da avó e "Glen or Glenda" no Telecine Cult. Bolinho de feijão frio e tâmara. Textos e leituras. Bateria, ducha e bootlegs (The Cult / White Zombie / Ramones). Mais textos e recortes. Telefonemas e resenha de filme antigo. Escolhendo presentes para pessoas próximas. Rádio e música clássica. Macarrão e salada. Agendas, leituras e cama (ou seria coma?) após a meia-noite.
Katapimba Records Ilimited (versão Código Morse)
Final de semana incomum e fora dos padrões. Final de semana de chopp, conversa e certa superação dos limites físicos. Desilusões e esperanças. Cansaços e prazeres. Joaquina no sábado. Aconchego Carioca no almoço de domingo (com direito a uma espera de duas horas, mas à recompensa no bolinho de feijão, no camarão na moranga, na cerveja gelada e principalmente na simpatia de Bianca, Maurício, Thiago e Gustavo...). O próprio domingo terminou com chuva, vitória arrasadoras do Flamengo (...who cares?...) e recortes para a nova agenda Taschen 2010. Reflexões sobre amizade e resignação ante um pragmatismo atroz. Quatro (4) agendas sobre a mesa, além dos envelopes com recortes e os cadernos para textos mais longos. Rádio, leituras e muito sono. Capotei às duas da manhã.
Thulsa Doom está de chinelos lendo Marie Claire (versão Código Morse)
Tempo bom, mas acho que vai chover. Café, jornal e internet. Ipanema, Lojas Americanas e sorvete Itália. Telefonemas e planos para a noite. Almoço em casa. Textos, leituras e recortes. Rádio e exercícios. Filme e ducha. Complexo de vira-lata ou pragmatismo? Enfim, a agenda da Taschen. 200 ingressos do AC/DC achados e distribuídos como panfletos por um morador de rua nos sinais da FNAC de Pinheiros: quase tenho um troço. Só chopp salva. Bar Joaquina da Cobal do Humaitá. Destination Unknown.
Macaco Velho em Galho Novo (versão Código Morse)
Tempo agradável. Café e jornal. Internet e telefonemas. Caos no banco e continuação da greve (Olimpíada não costuma resolver esse tipo de problema...). Textos e rádio. Overdose de terremotos. Celular e pipoca não combinam (ver YouTube). Almoço em casa: peixe e salada. Textos e recortes. Estamos literalmente lascados. Paulo Coelho ainda é um débil mental. Palestra na PUC. 435 estupidamente gelado. Sanduíche e telefonemas. Cama e nenhum saco para sair.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Um Aniversariante em Pitboyland (Opus 36)
Bimbalharam os possantes e falsificados sinos de Pitboyland, tal qual derradeiros e apoteóticos minutos da Abertura de 1812 de Tchaikovsky. 36 inverninhos e o rapazola aqui tá todo feliz. Só não sabe porquê.
Confesso que, com o passar dos anos, essa história de aniversário fica assaz pesada. Eu estava na aula do curso de extensão, na PUC, tentando me concentrar na apresentação da professora sobre o papel do livro e a censura no Brasil-Colônia. Entre uma e outra data importante ou autor censurado, não conseguia deixar de pensar no meu aniversário. A comemoração combinada a duras penas, os votos de felicidade por parte de parentes e amigos, a incredulidade quanto à ausência de certas pessoas, a lista hermética de presentes. Enfim, os trâmites nada importantes de um aniversário.
Assim que soaram as dez badaladas, piquei a mula, subi num 433, cruzei o Leblon e desci na Maria Quitéria. Ah, o Empório! Local de amores e horrores. Local de ilusões, decisões, confusões e omissões. Na porta do estabelecimento, prostrava-se, ainda mudo, Vicente, sumo-garçom e figuraça gaúcha, devidamente vestido com uma camiseta do "Back in Black" do AC/DC. Na mesa, as duas pessoas que vieram me dar os parabéns (e isso apesar de trabalharem no dia seguinte...). Outras foram avisadas, muitas outras sabiam, mas aparentemente não deram muita importância. Afinal, numerosos são os vícios que tentam o ser humano, principalmente em Pitboyland. O aniversário de um amigo nem sempre está no topo da lista de "prioridades" ou de telefonemas. De minha parte, não faço mais propaganda do meu próprio aniversário; até porque soa meio estúpido nessa altura dos acontecimentos.
Fiquei no choppinho e na batata frita. Não teve bolo com baba de moça, como era o costume quando comemorava a data na casa da minha avó. Ninguém pagou minha parte da conta (outro fato que mudou em comparação aos anos passados). Até o fechamento desta postagem, só ganhei um presente, e certamente não foram meias e cuecas da Taco. Muita gente não ligou, ou não escreveu. Outras ligaram. Outras não podiam ligar, pois simplesmente desconheciam a data. O mulherio marcou presença virtualmente, na página do Facebook, e, junto com outros amigos, enviou congratulações pela rede. Meu irmão – o famoso "Main Man Mike", guitarrista da não menos famosa banda D.F.C. – foi o primeiro a ligar; devidamente seguido por um torpedo de um "One Track Mind" do Humaitá. O Zeca ligou, me deu os parabéns ao longo de cinco (5) segundos e discursou sobre música em Hardcore Brasília ao longo de 10 ou 15 minutos (mais foi bem legal, apesar do fato de eu não poder tocar bateria no aniversário dele...). Agradeço a todos.
Cá pra nós, não me sinto mais velho. Posso até me sentir cansado com mais facilidade, mas não ligo muito pra minha idade. Falo tanta besteira que sou capaz de passar por um débil mental de 13 anos se uma pessoa apenas escutar minha voz. Daqui a quatro invernos, completo 40 anos de vida neste planeta. Sinceramente: alguém aí duvida que eu vou continuar falando as mesmas asneiras?
Confesso que, com o passar dos anos, essa história de aniversário fica assaz pesada. Eu estava na aula do curso de extensão, na PUC, tentando me concentrar na apresentação da professora sobre o papel do livro e a censura no Brasil-Colônia. Entre uma e outra data importante ou autor censurado, não conseguia deixar de pensar no meu aniversário. A comemoração combinada a duras penas, os votos de felicidade por parte de parentes e amigos, a incredulidade quanto à ausência de certas pessoas, a lista hermética de presentes. Enfim, os trâmites nada importantes de um aniversário.
Assim que soaram as dez badaladas, piquei a mula, subi num 433, cruzei o Leblon e desci na Maria Quitéria. Ah, o Empório! Local de amores e horrores. Local de ilusões, decisões, confusões e omissões. Na porta do estabelecimento, prostrava-se, ainda mudo, Vicente, sumo-garçom e figuraça gaúcha, devidamente vestido com uma camiseta do "Back in Black" do AC/DC. Na mesa, as duas pessoas que vieram me dar os parabéns (e isso apesar de trabalharem no dia seguinte...). Outras foram avisadas, muitas outras sabiam, mas aparentemente não deram muita importância. Afinal, numerosos são os vícios que tentam o ser humano, principalmente em Pitboyland. O aniversário de um amigo nem sempre está no topo da lista de "prioridades" ou de telefonemas. De minha parte, não faço mais propaganda do meu próprio aniversário; até porque soa meio estúpido nessa altura dos acontecimentos.
Fiquei no choppinho e na batata frita. Não teve bolo com baba de moça, como era o costume quando comemorava a data na casa da minha avó. Ninguém pagou minha parte da conta (outro fato que mudou em comparação aos anos passados). Até o fechamento desta postagem, só ganhei um presente, e certamente não foram meias e cuecas da Taco. Muita gente não ligou, ou não escreveu. Outras ligaram. Outras não podiam ligar, pois simplesmente desconheciam a data. O mulherio marcou presença virtualmente, na página do Facebook, e, junto com outros amigos, enviou congratulações pela rede. Meu irmão – o famoso "Main Man Mike", guitarrista da não menos famosa banda D.F.C. – foi o primeiro a ligar; devidamente seguido por um torpedo de um "One Track Mind" do Humaitá. O Zeca ligou, me deu os parabéns ao longo de cinco (5) segundos e discursou sobre música em Hardcore Brasília ao longo de 10 ou 15 minutos (mais foi bem legal, apesar do fato de eu não poder tocar bateria no aniversário dele...). Agradeço a todos.
Cá pra nós, não me sinto mais velho. Posso até me sentir cansado com mais facilidade, mas não ligo muito pra minha idade. Falo tanta besteira que sou capaz de passar por um débil mental de 13 anos se uma pessoa apenas escutar minha voz. Daqui a quatro invernos, completo 40 anos de vida neste planeta. Sinceramente: alguém aí duvida que eu vou continuar falando as mesmas asneiras?
36 ainda é jovem (versão Código Morse)
Tempo nublado e abafado ao som de Gretchen ("Je suis la femme..."). Café, rádio e internet. Votos de felicidade e um novo lançamento do AC/DC ("Backtracks"). Vai ter show do Exploited no Circo Voador? A favor dos Jogos Olímpicos em Mogadíscio ou na Antártida. Telefonemas, chuva e textos. PUC. Sanduíche e refrigerante no intervalo. Boa apresentação da professora. Muita chuva. Empório e ótimas conversas. Mais chuva e mais conversa. Clone do Latino. Cama às 3 ou 4 da matina.
Alguém perdeu a perna de pau (versão Código Morse)
Café e preocupação com a minha mão direita (tem vida própria...). Rio Sul e suco de manga. Mar agitado e ondas de três metros. Almoço light na padaria (o peixe estava ótimo). Quanta bondade comigo (sim, isso É ironia...). "Main Man Mike" vai assistir ao AC/DC em Buenos Aires. Rádio, textos, recortes e leituras. Esse Rodrigo Bethlem é muito bobinho. PUC. Documentário sobre Galileu Galilei. Idéias para textos de ficção. Grupo do eu sozinho. Nada de sair. Cansado e sem paciência para cobranças. Telefonemas. Textos, dose de White Horse e rádio. Televisão e programa sobre prédio gigantesco em Dubai. Cama às três da matina.
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