segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Babá treinada nas artes da Morte procura casal (versão Código Morse)

Sol e nuvens. Quatro horas de sono e já estou de pé. Rádio, café e textos. Preguiça e alguns desenhos. Almoço na avó e café preto em casa. "Thunderball" no Telecine Action. Jogo de rugby com equipes francesas. Pesquisas e textos. Preciso mudar meus óculos. Mais ficção. Exercícios e ducha. Quatro quilos mais magro. Quando vou ter tempo para assistir aos filmes do Doutor Mabuse? Telefonemas. "Reign of Fire" (sim, aquele dos dragões...). Textos e música clássica. Mais desenhos. Nada de sair. Dor de cabeça. Cama após a meia-noite. Mais funk da Cruzada.

Um Bilhão de Mastigadas no Green's (versão Código Morse)

Tempo nublado, jornais e rádio. Novas aventuras de Edward Röckell. Shopping. "Preliminaires", de Iggy Pop (com pouco mais de 30 minutos, beira o conto do vigário, apesar de suportável...). "Le Magnifique", de Philippe de Broca. Amoedo de Ipanema. Arrumações do quarto. Telefonemas. Macarrão à Matriciana. Buzinaço na garagem do Shopping Leblon. Textos e leituras. Ducha. Restaurante Oui Oui, em Botafogo (lugar estranho, cardápio estranho, comida estranha...). Joaquina da Cobal. Óoooooo. Volta pra casa às cinco da manhã. O funk da Cruzada não parou.

Eu danço uma Java aos teus pés (versão Código Morse)

Manhã de chuva forte. Café, jornal e internet. Deixa ver se eu entendi: até 2016, vou ter de falar sobre Copa do Mundo e Olimpíadas? Camiseta: "To Beer or Not To Beer" (30 mangos nas Lojas Americanas...). Patricinhas reclamam do fato de eu não ter desviado delas (acontece muito comigo desde que voltei a morar em Pitboyland...). Suco de manga. Um emprego para o escritor, por obséquio. Passagens pro irmão. Almoço na padaria. Chuva aumentou, frio também. Riot, Riot, Upstart! Rádio, textos e leituras. Telefonemas, arrumações, bateria e ducha morna. Apareci no jornal da PUC (de costas e vestindo o moletom do DFC...). Devidamente agasalhado, assalto a geladeira. Conversas sérias. "Cinderella Man" na TNT. Textos e recortes. Cama e muito frio.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Como enganar Ditadores Cegos (versão Código Morse)

Chuva chata. Contas pagas e costureira. Jornais e casa da avó. Frango ensopado e salada. Telefonemas. Recortes e textos. De grão em grão, a Santa Sé volta ao páreo. Café preto e mais chuva. Idéias de propaganda para jornais impressos e companhias aéreas. Aula na PUC: discussões acaloradas, Matte Leão e croissant de peito de peru com catupiry. Casa, sanduíches e arrumações. Zapping na TV a cabo: programas ruins, jornalismo ruim e rostos ruins. Cochilo no sofá e acordo na frente de um programa sobre ursos marrons assassinos (um dos sobreviventes veste uma camiseta do Johnny Cash...). Cama ao som da música clássica da MEC FM (além do som da chuva forte...).

Destinatário de uma chamada gelada (versão Código Morse)

Tempo nublado e Nilópolis em chamas. Rio Sul e leve suspeita de que o lesado que me atendeu na TIM ainda vai me causar certas dores de cabeça. Ar abafado. Discussão sobre obrigatoriedade dos afazeres. Agora o grupo inclui uma chef de cozinha que viaja muito. Saladão no almoço. Cada uma na TV a cabo...Recortes e textos. Leituras e pesquisas na internet. Bateria e ducha fria. Jardim Botânico e jantar em Botafogo: empadão de camarão, salada, cogumelos na manteiga, picles e cerveja preta. Torcedores eufóricos. Táxi e chuva fina. Cama ao som de Billie Holiday.

A Mesa


Os franceses têm um excelente adjetivo para móveis com muitos anos de uso. Dizem que o móvel em questão se encontra "cansado". Esta, pois, é a situação de minha mesa de trabalho. Cansada, muito cansada.
Adquiri a mesa em 2001, em um galpão de móveis usados aos pés dos Arcos da Lapa. Data da década de 40 ou 50 do século passado – presumo isso pois a mesa veio com uma camada de selos antigos colada na parte inferior de uma das gavetas. Recebeu uma pintura "envelhecedora" e algumas mãos de verniz. Surpreso fiquei quando meu pai disse que tivera uma igual nos seus tempos de adolescente. Mesa de estudo ou de datilografar, segundo ele.
A mesa é boa e prática, mas mal sobreviveu às idas e vindas de quatro mudanças entre Pitboyland e Hardcore Brasília: a estrutura ficou abalada, o tampo está prestes a ceder, e o pé direito rachara no último transporte porcamente executado. Em suma, a pobrezinha cansou.
A mesma mesa já suportou – literalmente – muita coisa deste vosso humilde escriba: ficções, crônicas, missivas, redações para cursos de Inglês e Português, recortes e colagens, leituras, revisões, crises de choro sobre manuscritos, listas, desenhos, textos jornalísticos, reportagens, resenhas e demais rabiscos e rascunhos de letras tortas.
Nela guardo os itens mais dispares: pastas com textos, cadernos, material de papelaria, acessórios do lap-top, coleção de canetas, canivetes, coleção de pins bélicos soviéticos, envelopes, moedas estrangeiras, carteiras antigas, chaves e chaveiros, fitas cassete de áudio com gravações de minha voz quando criança, estojos de óculos, restos de óculos, punhais africanos, calculadora, soco inglês, caixinhas japonesas, convites de casamento e por aí vai.
Dia desses, pensei em voltar ao tal galpão da Lapa para procurar um móvel substituto. Ainda não fui, e sequer sei qual o tipo de mesa que compraria. Nova ou antiga? Usada ou tinindo de nova em alguma Tok&Stok da vida? Uma ou várias gavetas? Metálica ou de madeira? É assunto delicado, ainda mais em se tratando de tão precioso móvel para um candidato a escritor.
Até lá, a atual mesa se cansará um pouco mais.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Os Melhores Herdeiros são Ratos (versão Código Morse)

Tempo ensolarado e dois pedreiros adiantados. Café, jornal e marretada no outro apartamento. Rádio, leituras e projetos. Tem gente no COB que é pai de marceneiro: olha pros filhos com a mesma cara de pau. Tubulações máquina de lavar roupa. Almoço na padaria (peixe, feijão, arroz, brócolis, além da abobrinha frita...). Café em casa e leituras. Banho e PUC. A professora não deu aula; tivemos uma aula "incomum" sobre História. Boas conversas. Frases sem sentido no telefonema. Textos e rádio. Eu falo merda porque eu estou cansado. Eu peço desculpas pelas merdas, mas continuo cansado. Boa noite.