segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Se não comer todo o sushi, não ganha chá verde (versão Código Morse)

Nada de praia deserta. Boné nos trinques. Café simples. Rádio, textos e arrumações de domingo. Kassab cassado. Casa da avó. Quantos presidentes tupiniquins eram de Pitboyland? A volta dos que já foram tarde demais. Almoço no japonês: ruim, caro, mas com muito "camalón". Cachorro albino atacado por Pomba Gira fumante. Ataque causa preguiça e nóia. Exercícios, ducha fria e arrumações. Botafoguenses nas alturas. "Things to Come" no DVD (maravilhoso), sanduíches e suco de uva orgânico. Textos, chorinho e ar-condicionado. Preciso me organizar. Preciso dormir mais. Preciso de precisões. Como bem disse Iggy, "I NEED MORE!!!".

Falando com um urso polar pelo telefone (versão Código Morse)

Dor no pescoço antes mesmo de levantar da cama. Café preto, iogurte com cereais e jornal sem novidades. Levo um bolo do vidraceiro – minha varanda foi danificada por um extraterrestre bêbado. Telefonemas e pepinos. Compras da semana e delírio religioso na fila de clientes. Farmácia. Casa da avó. Malharia. O segurança do shopping gesticula como um pastor de igreja. Saladão no almoço. Café e brigadeiro. Internet e rádio. Mais telefonemas. São todos malucos lá embaixo. Bateria, ducha fria e água tônica. "V For Vendetta". Sanduíche de queijo. Vodca e chuva fraca. Mudanças a serem feitas. A ligação que eu esperava. Um único artigo e eu capoto com a luz acesa no ar-condicionado.

Elvis foi pra guerra e voltou mais magro (versão Código Morse)

Último dia de silêncio lá fora. Café e iogurte. Jornal e rádio. Pagamentos, suco de manga e duas esfirras. Caminhada sob um sol forte. Casa da avó. Desfiles na televisão. Marmelada no grupo de acesso. Almoço na padaria. Café preto em casa. Arrumações e internet. 10 Nota 10. Vontade de comer sagú. Exercícios e ducha fria. Cerveja no escuro. Nada na televisão. Textos e colagens. Telefonemas e mais uma cerveja. Música clássica. Lista pra feira da Praça XV. Mais um sepultamento no ar-condicionado.

Com Você, Eu Até Ia (versão Código Morse)

Acordo com o silêncio lá fora. Briga de cães. Iogurte e café preto. Não tem jornal, mas tem rádio. Textos, recortes e arrumações. Água com gelo pra espantar o calor. Momento "Lumberjack" na varanda ao som de um bloco de rua. Quais os detalhes do vôo? Almoço leve. Internet e café preto. Cabral bêbado falando inglês na Sapucaí. Declaração do Brian Johnson sobre a ajuda ao Haiti. Telefoneams e máquina de lavar. Colagens no caderno Moleskine. Lavando a louça ao som de outro bloco. Bateria. Cerveja e rádio de música clássica. Sanduíche e filme russo. Marzipã e chocolate. Textos, cerveja e música dos anos 80. Ônibus 157 com foliões imbecis. Plebeu: cerveja de garrafa, gurjões de peixe e cnversa engraçada sobre carnaval, pegação e Guilherme Arantes. Encontro com três remanescentes da Velha Guarda da 213 Sul. No Globo Repórter de hoje: "o carioca não pega mulher no Carnaval de rua?". Mulher fumando um "cigarrette" (sic): parece nome de quadro famoso desaparecido do Louvre. Boa noite.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Maestro Zezinho, Uma Nota...(parte 2)






A série de fotos aí do lado é de um filmaço. Até aí, moleza. A questão agora é saber quem é o sujeito por trás de tão misteriosos óculos protetores? Será o José Dirceu de olho nas eleições deste ano? Será o Aécio Neves de olho em algum bofe de algum bloco carnavalesco em Ipanema? Ou será algum motorista de táxi na alegre e explosiva Mogadíscio? De qualquer maneira, anos depois do dito filme, o malandro fez outro, para jovens, no qual interpretava um famoso vilão da literatura. Quem descobrir o nome do(s) filme(s), o nome do ator e o nome do vilão, ganha um vale-jantar na evervescente Bangú, com direito a um delicioso prato de ovos fritos na calçada. Não deixem de participar!

A Musa está de férias

Pitboyland ainda ferve. Uma vez por semana, ando até o supermercado para enfrentar a fila de donas-de-casa, idosas, reclamonas e demais sem-educação. O mar não está para peixe, e a impressão é de que, mesmo em águas de temperatura elevada, o lugar está infestado de tubarões brancos e do tipo Mako (lembram da cena da competição no filme "Rapa Nui", de Kevin Reynolds? É mais ou menos por aí...).
As pessoas ligam, as pessoas desligam, as pessoas não ligam, eu perco meu tempo e recupero migalhas (por mais que o esforço seja um detalhe...). Faço isso, faço aquilo, para mim ou para os outros. Tudo bem, faz parte. A noite chega, e eu estou certo de que as coisas vão melhorar. Santa ingenuidade, Homem-Morcego! Nada sai, ou sai pouco.
A Musa está de férias. E tem todo o direito de estar.
Eu ligo o rádio e fico odiando o programa de jazz apresentado por Nelson "Múmia Ébria" Tolipã. Mato uma garrafa inteira de frisante Salton e me culpo momentaneamente por não estar fumando um Tiparillo. Fico encarando os milhares de recortes de todos os tamanhos e assuntos, antevejo algumas colagens, e paro com tudo no momento em que Sinatra entoa uma versão de "Old Man River" particularmente boiola (se isso é jazz, eu sou o Osama bin Laden no meio sa Sapucaí...). "Embracable You" melhora as coisas, mas prefiro a versão do Bobby Short. De qualquer maneira, eu não agüento muito, e coloco um pirata dos Stooges no som de 15 anos. "Tight Pants", "Open Up and Bleed", "Johanna", entre outras. O que diabos falta pra noite ficar ótima? Comida? Cerveja? Uma passada estratégica pelo Empório? Algumas páginas de um livro sobre filme noir? Ou apenas o óbvio? Certamente não quero Paulo Autran recitando "O Menino Azul", pois isso parece mais bizarro que Yeltsin em pub irlandês.
Procuro detalhes a poucos centímetros do meu rosto em uma cabeça montada em um pescoço arqueado sobre a mesa que precisa de uma demão de verniz. Procuro inspiração e um ponto de partida para algo maior. Migalhas, novamente. Não acho muita coisa, mas também não armo um circo por causa disso. Acho que estou mais preocupado em comprar logo o ingresso para o show do Social Distortion no Circo Voador (em abril...) do que em escrever algumas frases decentes para poucos leitores (estes também decentes; ou quase...). ainda assim, falta algo.
Não me importo com aqueles que deixaram de ligar, de escrever ou de ler. Não é uma questão de satisfação, mas, sim, de um egoísmo despretencioso, cujo único objetivo é deixar uma marca, um sinal na cronologia; uma opinião em algum universo desconhecido.
O fato, contudo, permanece inalterado: a Musa está de férias.
E não mandou sequer um cartão postal.

Quando a Concorrência Devora...

É fato. Aos poucos, a Livraria da Travessa está expondo cadernos e agendas da TeNeues (com destaque para a linha Cool Notes...) e relegando as agendas da Taschen a um segundo plano (20 reais cada agenda 2010 da Taschen...). Os consumidores agradecem...