Eu não gostei de "Watchmen" e agradeço aos céus por não ter gasto rios de dinheiro em ingresso, pipoca e refrigerante no cinema para vê-lo. Posso até ter gostado de algumas cenas de luta e de duas ou três piadas, mas não gostei do filme como um todo. A trama fica melhor no papel, e nem acho que ela deveria ter sido adaptada para o cinema (Terry Gilliam pode considerar-se um sortudo...).
"Watchmen" quer ser sombrio, mas é espalhafatoso. "Watchmen" quer ser complexo e para finos conhecedores de quadrinhos, mas só consegue ser confuso e só arrancar algum sorriso daqueles que entenderam a década de 1980; suas particularidades, seus personagens – Lee Iacocca levando um tiro no meio dos olhos até que foi uma boa idéia – e seus temores. Jovens de hoje não têm medo de uma hecatombe nuclear provocada por americanos e russos. O perigo agora é aquecimento global, é a poluição, é o fanatismo de – dizem – sujeitos que moram em cavernas do bas-fond afegão.
Zack Snyder, responsável pelo filme, já está em seu segundo abacaxi cinematográfico. Após aquela propaganda bélico-homossexual intitulada "300" – por sinal, outra adaptação de graphic novel –, resolveu fazer uma propaganda pacifista envolvendo sujeitos fantasiados saídos de algum fã-clube do Village People. De todos, o menos ruim é o tal do Rorschach (ou algo assim), interpretado por Jeffrey Dean Morgan (do assa interessante "Pecados Íntimos", pelo qual foi indicado ao Oscar deste ano...).
O resto é conversa pra boi dormir, muita câmera lenta e mais de três horas de uma bobajada que fez com que meus olhos doessem.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
300 (uma pseudo-resenha)
Entre uma mordiscada e outra de um Toblerone, coloquei o filme no leitor de DVDs. O diretor tinha começado bem, com uma refilmagem de "Madrugada dos Mortos" de lamber os beiços; bem filmada, com uma belíssima fotografia e uma edição rara para um filme de terror. Resumindo: lugar de destaque na minha videoteca.
O assunto da vez, entretanto, era esse tal de "300", adaptação blockbuster da graphic novel de Frank Miller. A trama gira em torno de Xerxes, skinhead bronzeado oriundo da Pérsia e interpretado por Rodrigo Santoro, global sem graça e que por mim poderia ser enterrado sob toneladas de neve em Bariloche. Conquistador barato e viciado em bizarrices, Xerxes encontra certa dificuldade em penetrar o território de Leônidas, dono de uma barriga de tanquinho e acometido de um problema auditivo congênito que o faz gritar ao invés de falar normalmente. Disposto a defender seu cantinho, Leônidas reúne a galera da Academia Esparta para, juntinhos (e sempre aos berros), sapecarem o sarrafo em Xerxes durante mais uma de suas festinhas raves mundialmente conhecidas. Contudo, em uma dessas artimanhas do Destino, Leônidas se dá mal e bate as chinelas no campo de batalha, cravado de flechas.
Anyway: eu não gostei do filme pois, por incrível que pareça, é um troço muito parado, cheio de câmera lenta e um lero-lero sacal entre dois débeis mentais musculosos que querem provar quem é o maior bofe do pedaço.
O assunto da vez, entretanto, era esse tal de "300", adaptação blockbuster da graphic novel de Frank Miller. A trama gira em torno de Xerxes, skinhead bronzeado oriundo da Pérsia e interpretado por Rodrigo Santoro, global sem graça e que por mim poderia ser enterrado sob toneladas de neve em Bariloche. Conquistador barato e viciado em bizarrices, Xerxes encontra certa dificuldade em penetrar o território de Leônidas, dono de uma barriga de tanquinho e acometido de um problema auditivo congênito que o faz gritar ao invés de falar normalmente. Disposto a defender seu cantinho, Leônidas reúne a galera da Academia Esparta para, juntinhos (e sempre aos berros), sapecarem o sarrafo em Xerxes durante mais uma de suas festinhas raves mundialmente conhecidas. Contudo, em uma dessas artimanhas do Destino, Leônidas se dá mal e bate as chinelas no campo de batalha, cravado de flechas.
Anyway: eu não gostei do filme pois, por incrível que pareça, é um troço muito parado, cheio de câmera lenta e um lero-lero sacal entre dois débeis mentais musculosos que querem provar quem é o maior bofe do pedaço.
Chacina no Paraíso (versão Código Morse)
Amanhecer com dor de garganta. Passo na locadora de vídeos ("Watchmen" e "Revolver"). Farmácia e casa da avó. Shopping com a mãe (estampas na Totem e tênis pra caminhada...). Café com pão de queijo. Textos, internet e rádio. Almoço espartano. Nelsinho Piquet é O "convidado bem trapalhão". Overdose de shows ainda este ano (Faith No More, Prodigy, Sonic Youth, Jerry Lee Lewis...). Telefonemas, desenhos e projetos. Bateria. Dose de Famous Grouse no escuro. Filme e macarrão. Textos, leituras e música. Menos calor. Cama ao som de música indígena.
Memórias de uma Barra de Chocolate (versão Código Morse)
Acordo cedo por causa do calor. Após o café, mais uma ida ao Rio Sul para resolver a questão do celular. Adiaram o começo do curso. Recortes, agendas e leituras. Esse Jon Savage é o mesmo que escreveu um livro sobre o punk inglês? O Anticristo nasceria de cabeça pra baixo no dia 09/09/2009? Almoço na avó. Textos e leituras. Banho. Assisto aos filmes "Pecados Íntimos" (bom) e "Anjos e Demônios" (bom). Como uma ciabatta da Domino’s. rádio, calor e cama.
Existe Esperança para Artistas Bêbados (versão Código Morse)
Torrada, iogurte e café. Jornais. Ana Cañas e o sujeito da banda Beirut merecem liberdade. Daqui a pouco vão querer o dinheiro de volta toda vez que o Iggy Pop se apresentar e não tirar o bilau pra fora. Compras da semana. Batendo perna no Leblon e em Ipanema. Sol danado. Bate-papo com o vendedor de bala no ponto do ônibus. Almoço na padaria. Textos e mais textos. Mate gelado. Rádio e internet. Ducha fria. Noticiários e telefonemas agradáveis. Leituras. Minhas costas doem. Cama e muita água.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Filosofias (Parte Um: Nelsinho Piquet)
"Fui convidado a bater". A frase é do piloto de Fórmula 1 Nelsinho Piquet. Segundo fontes seguras deste vosso humilde jornalista desempregado, o sujeito é um mala e um playboy de Hardcore Brasília. Agora solta essa: "...convidado a bater...".
E por acaso tinha que fazer reserva ou trajar smoking, seu débil mental?!!!
Como diria o sumo-filósofo Robert de Niro, "GETTAFUCKOUTTAHERE"...
(Nota da Redação: Kirisoré não curte Fórmula 1...)
E por acaso tinha que fazer reserva ou trajar smoking, seu débil mental?!!!
Como diria o sumo-filósofo Robert de Niro, "GETTAFUCKOUTTAHERE"...
(Nota da Redação: Kirisoré não curte Fórmula 1...)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Sábado From Hell (versão Código Morse)
Café tarde. Rádio, textos e telefonemas. Tempo nublado e abafado. Horda de maratonistas radicais no Monumento aos Pracinhas. Almoço no rodízio de comida japonesa em Ipanema. Sorvete Itália de sobremesa. Descanso em casa. Rádio e banho. Últimas notícias da França e do Gabão. 571 para o Flamengo. A mulher atrás de mim só fala besteira. Gol do Brasil, mas eu passo batido. Amigos, risos, gargalhadas, cerveja e cartas na mesa. Táxi de volta às quatro da matina. O motorista tem bafo e o carro tem cheiro de maconha. Capotamento humano.
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